quarta-feira, 11 de junho de 2008

Nova entrevista do Vander Lee ao site Itapoan On-line


Com uma linguagem própria, urbana e contemporânea, o mineiro Vander Lee vem ganhando, cada vez mais, destaque no cenário musical nacional, sendo considerado pela crítica e pelo público um dos mais abrangentes artistas da atualidade.
O cantor se apresentou em Salvador no último dia 08 de junho e após o show conversou com a equipe o Itapoan Online.


Itapon Online: Então Vander Lee, mais um show "arrasa quarteirão" em Salvador e o que é que você leva pra BH de mais um encontro com o público baiano?


Vander Lee: Levo o coração cheio de alegria, as baterias recarregadas pela energia maravilhosa desse povo bom que é o soteropolitano. Por mim voltaria toda semana! Rs


Itapon Online: Você tem nas suas letras uma coisa muito forte que é falar de coisas comuns na vida das pessoas.Você acredita que isso atrai ainda mais o público? Enxerga essa facilidade de expor as coisas como um triunfo? Por que isso é algo que o público realmente se identifica, seja em "balanço do balaio", ou em "passional", "galo e cruzeiro", então você crê que isso possa ser também algo que explique a diversidade do seu público?


Vander Lee: Faz sentido sua observação. Penso que são várias coisas que fazem alguém gostar ou não daquela música, daquele artista. Pela infância que tive, fui aprendendo tudo muito intuitivamente, então os assuntos que falo na verdade são as coisa que vejo. Vou refletindo sobre a vida e as músicas e letras acontecem naturalmente...Como minha postura é quase sempre conciliadora e sem preconceitos, acabo agradando pessoas de diferentes gostos e idades.


Itapon Online: Depois do reconhecimento nacional, você dividiu o palco e momentos com nomes consagrados da nossa música como o Zeca Baleiro, Gal Costa e a própria Elza Soares. Então queria que você falasse um pouco da importância dessas parcerias para você. Tem alguma parceria nova em curso?


Vander Lee: Eu acho que os encontros renovam a música que faço e não precisam ser encontros físicos. Uma cantora que grava uma canção minha automaticamente é minha parceira. Um músico que grava ou faz shows também é e com isso quem cresce é a música. Recentemente compus uma letra para o cantor africano Lokua Kanza, do Zaire, residente em Paris. Gravamos em seu disco, que deve ter lançamento em breve. Vou começar a gravar meu novo álbum e nele espero poder contar com participações que ainda são surpresa.


Itapon Online: Agora em relação à repercussão do "Pensei que fosse o Céu", quase dois anos depois que analise você faz desse trabalho?


Vander Lee: Penso que foi um projeto super bem-sucedido, com boa vendagem, boas críticas e que deu um aspecto perene ao meu trabalho. É um registro que simbolizou uma década de carreira e fecha um ciclo muito produtivo da minha trajetória.

Itapon Online: Além de falar de coisas do dia a dia nas suas letras, você consegue flertar com vários ritmos fazendo uma heterogeneidade sonora que é interessantíssima. Como é que aparece na produção essa diferença, é questão de "hoje vou fazer algo caindo no samba e na outra semana já muda pra uma composição mais "intimista"? Como é que é?


Vander Lee: Na verdade essas coisas acontecem naturalmente, sem ser planejado. Quando eu tenho um assunto em mente, vou pro violão, a letra vai pedindo um som e eu vou obedecendo esse fluxo natural. Depois é só podar as arestas e está feita mais uma canção.

Itapon Online: Salvador tem um carinho muito especial por você, o "Fã Clube Iluminado Salvador" é um grande exemplo, além do público que não faz parte do fã clube em si, mas que passa horas no orkut, por exemplo, na Comunidade Vander Lee Salvador, conversando sobre shows, discutindo músicas. Apó mais essa demonstração de carinho, vista neste último show, o que dizer para o público que com certeza já espera por um novo reencontro?


Vander Lee: Nosso próximo encontro será no lançamento do novo cd, que está em fase de pré-produção com previsão de lançamento no fim desse ano. Eu amo tocar em Salvador e se pudesse, faria shows todo final de semana. Minha equipe fica sempre tão feliz e a gente volta com uma sensação muito gostosa. Abraços a todos por aí! Viva a Bahia!


Entrevista de Eric Luis Carvalho, do ITAPOAN ON LINE

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Vander Lee fez show em Teresina



O Vander Lee como sempre reina no Nordeste!
O povo daqui gosta de música boa e de qualidade.
O mineirin fez sucesso no Estado do Piauí pelo projeto Seis e meia.

público que compareceu ao Theatro 4 de Setembro no mês passado 05/2008 para conferir o show do cantor, foi duplamente presenteado. É que no final da apresentação, o cantor chamou ao palco o piauiense Vavá Ribeiro, que abriu seu show. Em sua apresentação, o cantor Vavá Ribeiro já expressou o carinho que alimentava pelo mineiro. “Eu fui a primeira pessoa a cantar músicas de Vander Lee aqui em Teresina”, disse Vavá.


O encontro deixou alegre os fãs que lotaram as dependências do Theatro 4 de Setembro e ovacionou a dupla. Vander Lee e Vavá Ribeiro cantaram a música ‘Românticos’, de autoria do cantor mineiro e um dos maiores sucessos de sua carreira.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Entrevista inedita do Vander Lee - 06/05/2008



Entrevista concedida a Sergio Rogrigues Reis do site DIVIRTA-SE em CuLtura

Aos 42 anos, Vander Lee troca o burburinho da metrópole pelo contato com a natureza para repensar a vida, superar angústias e buscar novos caminhos estéticos para suas canções.


Ele já foi Vander Lee Natureza, Vanderlei, Wanderly e, desde 1997, assumiu o nome artístico que o projetou para todo o país: Vander Lee. Mas não descarta, mais adiante, outra mudança: Van der Lee, inspirado na numerologia. "Nada me impede de mudar. Sou de três do três de 66. Dividir meu nome em três partes não seria má idéia", brinca o cantor e compositor mineiro, pronto para entrar em estúdio em junho para gravar outro disco autoral, ainda sem título, mas com o conceito já definido.
Cansado do tumulto de Belo Horizonte, ele se mudou, há dois meses, para um condomínio fechado perto da capital. A maturidade, a proximidade com a natureza e a possibilidade de ter mais tempo para resolver questões internas têm influenciado as canções do novo CD.


"Nos trabalhos anteriores, vinha exaltando muito o sofrimento, mesmo com humor. O próximo será diferente: mais leve, com a cara de um jovem homem de 42 anos", adianta.
O assédio dos fãs o instigou a procurar um canto afastado da badalação. Diferentemente do público dos artistas pop, que procura seus ídolos de maneira mais exaltada, porém fugaz, no caso de Vander Lee, que se considera bastante tímido fora do palco, as pessoas esperam intimidade e cumplicidade. "Elas vêm com uma espécie de afeto exacerbado e, por isso, não hesitam em me transferir seus valores. Começam a expor assuntos pessoais, o que é bom para elas, mas não para mim. Talvez isso ocorra porque faço música censura livre, usando metáforas e falando de sentimentos universais", acredita. Nos últimos tempos, essa situação começou a incomodá-lo. "A gente faz música, não sabe onde e como ela vai bater, nem o tipo de reação do público. Sucesso é algo sem controle. Houve um começo de idéias negativas", revela Vander Lee, que buscou na casa nova um espaço para se reencontrar. "Para quem precisa de espaço interno para criar, é mais difícil lidar com essas coisas", diz. Perdas

O contato com a natureza o tem ajudado a superar certas angústias e a explicar melhor, nas letras das canções, alguns percalços da relação com os fãs.
"O valor que me leva a compor é a minha liberdade.
Sou um rio que corre e precisa se sentir livre para enxergar os obstáculos".

Em alguns momentos, Vander Lee quis exorcizar perdas. Em três anos, o pai e duas irmãs morreram e ele resolveu compor para conversar com aqueles que se foram, dialogando com o imponderável. Canções como Onde Deus possa me ouvir, Meu jardim, Alma nua e Breu são desta fase – superada, segundo ele.

"Poderia ter buscado terapias, ter feito várias coisas, mas optei por criar música", resume.
No novo trabalho, a preocupação tem sido outra: "Estou a fim de ser sucinto, de caminhar mais intensamente pela estética das canções, e o resultado tem sido menos sofrido.


"De 1986 até 1997, quando gravou o primeiro disco autoral, Vander Lee treinou ao vivo, nos barzinhos da capital e da Região Metropolitana de BH, como obter o máximo de cumplicidade com a platéia. O artifício é usado até hoje para testar canções inéditas.
"Faço meu laboratório ao vivo. Adoro surpreender as pessoas com músicas novas nos shows, pois acredito na opinião pública." Diferentemente da grande maioria dos artistas, que entra no estúdio para desenvolver conceitos, Vander Lee já chega lá com o dever de casa cumprido nos shows. Passa, então, a se dedicar à decupagem e à escolha do repertório final – processo bastante solitário. "Artisticamente, sou mais fechado.
Sou meu departamento de criações e relações públicas", diz ele, que não abre exceção nem em casa para a mulher, a cantora Regina Souza. Vander Lee prefere manter certa distância do processo de criação da mulher para não interferir na personalidade dela. "Pelo fato de ser atriz, Regina é bem mais relacionada que eu e, talvez, necessite ouvir mais pessoas durante o processo criativo." Pai de Laura, de 13 anos, e de Lucas, de 16, frutos de um relacionamento anterior, e, de Clara, de 6, filha do casamento com Regina, ele confessa que conseguiu com a esposa uma condição próxima da ideal. "Ninguém melhor do que nós dois para entendermos um ao outro. Tentamos compensar as ausências com qualidade afetiva e emocional. Somos parceiros num projeto de vida", conclui.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Esperando aviões - Recife

Esperando aviões cantada aqui em Recife no Teatro da UFPE